Quanto de cafeína tem um cafezinho?
Pela referência do CaffIQ, um cafezinho coado tem cerca de 25 mg de cafeína, numa xícara de cafezinho (50 ml), o volume que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adota para a xícara de café e para o copo de cafezinho. As medições brasileiras variam bastante: cerca de 21 a 42 mg entre 14 marcas preparadas com a mesma receita, num estudo de 1998 (recalculado a partir de xícaras de 60 ml), e cerca de 6 a 27 mg numa tabela brasileira de 2022.
Se o seu cafezinho for um expresso de padaria, a conta muda: a referência do CaffIQ sobe para 70 mg numa dose de 30 ml, quase três vezes mais.
| O que você toma | Volume | Cafeína |
|---|---|---|
| Cafezinho coado | 50 ml | cerca de 25 mg |
| Expresso | 30 ml | 70 mg |
| Expresso duplo | 60 ml | 140 mg |
| Quatro cafezinhos coados no trabalho | 4 × 50 ml | cerca de 100 mg |
| Dois expressos depois do almoço | 2 × 30 ml | 140 mg |
Referência do CaffIQ: 0,50 mg por ml de café coado e 70 mg por dose de expresso; os “cerca de” são nosso cálculo.
Quanto de cafeína tem um cafezinho coado?
O CaffIQ calcula o café coado com 0,50 mg de cafeína por ml: daí os cerca de 25 mg da xícara de cafezinho. Em média, a medição brasileira de 1998 fica acima dessa referência, e a de 2022, abaixo.
- Estudo de 1998 (Camargo e Toledo, Ciência e Tecnologia de Alimentos): 14 marcas, preparadas com 20 g de pó para 250 ml de água e servidas em xícaras de 60 ml, deram de 25,8 a 50,4 mg por xícara, com média de 36,5 mg. Numa xícara de 50 ml, cerca de 21 a 42 mg, e cerca de 30 mg em média (nosso cálculo).
- Tabela brasileira de 2022 (BraCaffT, revista Nutrients): 30 mg a cada 100 ml de coado de arábica, com medições de 11 a 54 mg. Numa xícara de 50 ml, cerca de 6 a 27 mg.
Uma explicação provável é a dose de pó. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) recomenda de 80 a 100 g de pó por litro de água, bem mais que os 50 g por litro da referência do CaffIQ; o estudo de 1998 usou o piso dessa faixa. Um cafezinho passado forte provavelmente tem mais de 25 mg.
Na pesquisa da Abic de 2025, entre quem toma café, o coador de pano é o preparo mais citado (52%), e metade deles toma o café puro com açúcar: o açúcar muda o sabor, não a cafeína.
E o cafezinho da garrafa térmica?
É o mesmo café coado, passado de uma vez e mantido quente. A cafeína das xícaras vem do pó usado na hora de passar o café. Pela referência do CaffIQ (9 mg de cafeína por grama de pó), um café passado com 80 a 100 g de pó para um litro de água, a dose da Abic, deixa cerca de 720 a 900 mg de cafeína na garrafa inteira (nosso cálculo). É o total, dividido entre todas as xícaras, muitas vezes entre várias pessoas.
Quanto de cafeína tem o expresso da padaria?
Pela referência do CaffIQ, 70 mg numa dose de 30 ml. As medições variam muito. No estudo de 1998, três expressos comprados prontos em cafeterias de Campinas, um de cada marca, tinham de 39,6 a 72,6 mg por xícara de 60 ml, com média de 59,8 mg. A tabela brasileira de 2022 registra 112 mg numa xícara de 40 ml.
O padrão do expresso vem da Itália: o regulamento de certificação do Istituto Nazionale Espresso Italiano (INEI), de 2009, pede 7 g de pó (± 0,5 g), 9 bar, cerca de 25 segundos, 25 ml na xícara e menos de 100 mg de cafeína por xícara. São critérios de certificação, não regra de balcão.
Pela referência do CaffIQ, o expresso tem um pouco mais de cafeína que uma cápsula Nespresso Espresso, que o app calcula em 60 mg. A comparação completa está em café coado ou expresso: qual tem mais cafeína?
Xícara pequena quer dizer pouca cafeína?
No expresso, não. A menor xícara do balcão leva uma dose inteira de pó. No estudo de 1998, o expresso levava cerca de 8,6 g de pó por xícara de 60 ml; o coado, cerca de 4,8 g a cada 60 ml de água (nosso cálculo, pela receita de 20 g para 250 ml). Na mesma xícara, o expresso tinha, em média, 59,8 mg de cafeína, contra 36,5 mg.
No cafezinho coado, é o contrário: a xícara é pequena e a cafeína também, mas quase ninguém fica num só. A regra vale para os dois: a cafeína acompanha o pó, não o tamanho da xícara.
Por que o cafezinho muda de uma casa para outra?
Quatro coisas variam e se somam:
- A dose de pó. De 80 a 100 g por litro, dentro da própria faixa da Abic, já são 25% de diferença (nosso cálculo).
- A espécie do grão. O conilon (robusta) tem quase o dobro de cafeína do arábica: cerca de 2,2%, contra 1,2% em média, segundo uma reportagem do G1 Sul de Minas de 2017 reproduzida pelo Centro do Comércio do Café do Estado de Minas Gerais. Na tabela de 2022, o pó blend tem cerca de um quarto a mais de cafeína por grama que o de arábica. Desde a Portaria SDA 570/2022, do Ministério da Agricultura, o pacote informa a espécie, como “100% arábica” ou “predominantemente conilon” (manual de rotulagem da Abic). Veja por que o conilon tem mais cafeína que o arábica.
- O preparo. No estudo de 1998, o pó fervido junto com a água por dois minutos rendeu de 19% a 30% mais cafeína que o coado das mesmas marcas. No expresso, o tempo de extração também conta: veja expresso curto ou longo.
- O tamanho da xícara ou do copo. Um copo americano (190 ml) de coado leva quase quatro cafezinhos: cerca de 95 mg pela referência do CaffIQ.
No estudo de 1998, com a mesma receita, o coado mais forte tinha quase o dobro de cafeína do mais fraco: o cafezinho é uma faixa, não um número.
Quantos cafezinhos por dia chegam a 400 mg?
Os limites da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) valem por categoria de produto; para o consumo total de um adulto, a referência mais citada é a da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), de 2015: até 400 mg ao longo do dia e até 200 mg de uma vez, para adultos saudáveis, exceto gestantes. Na gravidez, converse com quem acompanha sua gestação.
Em cafezinhos, 400 mg equivalem a (nosso cálculo):
- cerca de 16 cafezinhos coados, pela referência do CaffIQ (25 mg cada);
- perto de dez, com o coado mais forte do estudo de 1998 (cerca de 42 mg por xícara de 50 ml);
- cerca de seis expressos (70 mg cada).
São equivalências, não metas. Na pesquisa da Abic de 2025, que mede o consumo em xícaras de 50 ml, 44% dos entrevistados tomam de três a cinco por dia, e 26%, mais de seis. Entre quem toma café, o trabalho é o principal lugar de consumo, e 76% tomam café depois do almoço: dois expressos seguidos nessa hora já somam 140 mg, mais de dois terços da referência de 200 mg de uma vez.
Nada de alarmante, mas a soma cresce rápido. E seu limite não é o do vizinho: o peso muda a conta, e não só ele, como explica quantos mg de cafeína por quilo. Os outros fatores estão em quantas xícaras de café por dia. Para fazer a conta do seu dia, use a calculadora de cafeína.
No fim das contas, quanto pesa o cafezinho?
O cafezinho coado fica em cerca de 25 mg pela referência do CaffIQ, e provavelmente mais quando o café é passado forte. O expresso da padaria, com 70 mg pela mesma referência, é o formato que mais engana no cardápio: a menor xícara do balcão, com uma dose inteira de café. Na cápsula, a dose de pó vem de fábrica; em casa, quem escolhe é você; no balcão, quem escolhe é a padaria. É também o que dá graça ao ritual: o mesmo cafezinho nunca sai exatamente igual. Para comparar com o resto do que você toma, veja a quantidade de cafeína nas bebidas.
Registre o cafezinho que você toma de verdade
No CaffIQ, o cafezinho coado entra como Café coado, pelo volume (50 ml) ou em gramas de pó (opção Gramas, com a referência de 9 mg de cafeína por grama), útil se você passa o café em casa e capricha no pó. O expresso entra como Espresso (70 mg por dose). O total do dia aparece em miligramas, e a hora limite indica quando o próximo cafezinho começa a pesar no seu sono. O cafezinho continua no seu dia: você só passa a saber quanto ele soma. E, à noite, um descafeinado mantém o ritual.
Curta seu café. Proteja suas noites.
O CaffIQ fornece estimativas gerais, não orientação médica. Para qualquer dúvida de saúde, converse com um profissional de saúde.
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